Vereadora e candidato a deputado estadual, ambos do NOVO, protocolaram representação após candidato a deputado federal por São Paulo declarar à Justiça de Brasília que seu “centro de vida” é no Distrito Federal
A vereadora Cris Monteiro, do NOVO, e o candidato a deputado estadual Gerson Pires, também do NOVO, protocolaram uma representação no Ministério Público Eleitoral pedindo a apuração da regularidade do domicílio eleitoral de Thiago Ávila, candidato a deputado federal por São Paulo pela Rede Sustentabilidade.
Conhecido por declarações públicas de apoio a lideranças do Hezbollah e do Hamas e pela participação em flotilhas rumo à Faixa de Gaza, Thiago Ávila foi preso por Israel em abril deste ano após a interceptação de uma embarcação da Global Sumud Flotilla. Ele permaneceu cerca de dez dias sob custódia israelense antes de ser deportado e retornar ao Brasil.
Ávila, que disputa uma cadeira na Câmara dos Deputados por São Paulo, declarou em uma ação judicial ajuizada por ele próprio em Brasília, em 17 de agosto de 2026, ser domiciliado no Distrito Federal e manter ali seu “centro de vida”. A informação foi apresentada no processo como argumento para justificar a competência da Justiça de Brasília para julgar o caso.
A representação reconhece que domicílio eleitoral não é necessariamente igual ao domicílio civil. Ainda assim, sustenta que a contradição entre o que foi declarado à Justiça e a candidatura por São Paulo justifica que o Ministério Público Eleitoral verifique quando e com base em quais vínculos e documentos Thiago Ávila estabeleceu seu domicílio eleitoral no estado. Caso seja constatada alguma irregularidade, os proponentes pedem a adoção das medidas cabíveis, inclusive em relação ao registro de candidatura.
“A lei eleitoral vale para todos, e domicílio não pode ser uma informação que muda conforme a conveniência do momento. Se o próprio Thiago Ávila declarou à Justiça de Brasília que seu centro de vida é no Distrito Federal, cabe ao Ministério Público esclarecer em que bases ele se apresenta como domiciliado em São Paulo para disputar a eleição aqui”, afirma Cris Monteiro.
“Não se trata de perseguição a nenhum candidato, mas de zelar para que as regras do jogo eleitoral valham igualmente para todos. Pedimos apenas que o Ministério Público Eleitoral analise os fatos e adote as providências que entender cabíveis”, diz Gerson Pires.










