A vereadora Cris Monteiro (NOVO) protocolou, no último dia 11 de fevereiro, uma representação junto ao Ministério Público do Estado de São Paulo, solicitando a apuração de declarações atribuídas ao sociólogo Jessé Souza, que associou o caso Jeffrey Epstein a um suposto “lobby judaico”.
No documento encaminhado à Procuradoria-Geral de Justiça, a parlamentar sustenta que a fala pode ter ultrapassado os limites da liberdade de expressão e eventualmente configurado incitação ao preconceito religioso, com fundamento na Constituição Federal e na Lei no 7.716/1989 (Lei do Racismo).
Segundo Cris Monteiro, a associação coletiva entre a identidade judaica e práticas criminosas, ainda que sob a roupagem de “estrutura de poder” ou “lobby”, reforça estereótipos historicamente vinculados ao antissemitismo, estimula narrativas conspiratórias de cunho étnico-religioso e contribui para a disseminação de discursos de ódio nas redes sociais.
“Não se trata de restringir o debate público ou a crítica política legítima, mas de assegurar que a liberdade de expressão não seja usada para disseminar preconceito religioso ou étnico. Generalizações que associam judeus a práticas ilícitas reforçam estigmas históricos e precisam ser analisadas com responsabilidade institucional”, afirma a vereadora Cris Monteiro.
No pedido, a vereadora requer a instauração de procedimento investigatório, a análise do conteúdo integral do vídeo e de suas repercussões públicas, além da adoção das medidas legais cabíveis, inclusive no âmbito criminal e coletivo, caso seja constatada violação à Lei no 7.716/1989. A representação também solicita a adoção de medidas preventivas e educativas voltadas ao combate ao antissemitismo e à proteção da comunidade judaica.








