A vereadora Cris Monteiro (NOVO) encaminhou ofício à reitoria da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) solicitando esclarecimentos sobre a realização de uma aula aberta que contará com a participação da ativista palestina Rawa Alsagheer, apontada como coordenadora da organização Samidoun. O evento foi divulgado nas redes sociais e está previsto para ocorrer no campus Monte Alegre da universidade.
No documento, a parlamentar manifesta preocupação com o fato de o grupo Samidoun ser alvo de restrições internacionais e ter sido banido pelo governo da Alemanha sob acusações relacionadas à promoção de discurso antissemita, além de ser apontado por autoridades estrangeiras como ligado à Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), organização classificada como terrorista por países como Estados Unidos e Canadá.
“A universidade é um espaço essencial para o debate livre de ideias, mas também tem responsabilidade institucional de garantir que esse debate ocorra dentro de limites que respeitem a convivência democrática e a segurança das comunidades. Quando há a participação de representantes ligados a organizações apontadas internacionalmente por vínculos com grupos extremistas, é natural que existam questionamentos e que a instituição esclareça quais critérios foram adotados”, afirmou a vereadora Cris Monteiro.
No ofício, a parlamentar pede que a PUC-SP informe se tinha conhecimento das restrições internacionais ao grupo Samidoun, se houve avaliação prévia do histórico da convidada e se a universidade pretende acompanhar institucionalmente o evento para evitar manifestações de caráter antissemita ou discursos de ódio. A vereadora também ressalta a preocupação de membros da comunidade judaica da cidade diante do aumento de episódios de intolerância religiosa no cenário internacional.








